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4 razões para implementar planos de sustentabilidade no setor de data centers

A procura pelo digital está a crescer e queremos tudo mais rápido e sem interrupções. Como os Data Centers (DC) consomem 1-2% da energia total, a eficiência é o primeiro passo para a sustentabilidade

4 razões para implementar planos de sustentabilidade no setor de data centers

Há vários anos que este setor se foca na eficiência energética e muitas empresas utilizam os termos “eficiência” e “sustentabilidade como sinónimos, mas, segundo a ONU, a sustentabilidade é “atender às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atender às suas próprias necessidades”. Assim, e tendo em conta os desafios da nossa indústria, devemos fazer melhor do que apenas “usar menos”.

Eis os quatro principais motivos pelos quais o setor dos Data Centers deve priorizar a sustentabilidade:

1. Exigências dos Inquilinos de Colocation

A primeira prioridade deve ser entender as necessidades presentes e futuras dos clientes. Os inquilinos de colocation estão a exigir compromissos de sustentabilidade nos seus contratos. À medida que as empresas ocupam espaço em instalações e assumem compromissos públicos de emissões líquidas zero, devem reportar as emissões de Alcance 3, que são as dos seus fornecedores – incluindo os de serviços de colocation. Os operadores de Data Centers podem exigir que os seus fornecedores partilhem Divulgações Ambientais de Produto de Tipo III, que documentam a pegada de carbono dos produtos. Os inquilinos procuram ainda fornecedores que estão a reduzir as suas emissões de GEE de Alcance 1 e 2 através de Contratos de Compra de Energia (PPA) para energias renováveis e fontes de combustível alternativas. Também os programas de economia circular, como a reciclagem de peças e baterias, são atraentes para garantir a redução do desperdício e a reutilização de materiais. Medir e reportar as emissões ajuda a garantir uma responsabilização mútua dentro do ecossistema, e a busca de novas oportunidades de sustentabilidade.

2. Regulamentações governamentais

As agências governamentais estão de olho no setor de DC há anos, devido à utilização de produtos químicos (como os líquidos de refrigeração) em equipamentos AVAC, o hexafluoreto de enxofre (SF6) e a gestão da construção e da utilização de recursos. É benéfico para os operadores de DC entender o impacto ambiental destes elementos e incluir ações apropriadas nos planos de sustentabilidade. O SF6 é um gás artificial que é utilizado há décadas em aparelhagem de média tensão em Data Centers e outras aplicações. As suas propriedades tornam-no muito adequado para a interrupção e isolamento da corrente elétrica, mas, infelizmente, tem um impacto significativo no aquecimento global – é o mais potente dos GEE e estima-se que permaneça na atmosfera durante 3.200 anos. Os governos têm tomado medidas para reduzir a implementação de equipamentos que o utilizam, levando as empresas a desenvolver alternativas sem SF6. É provável que esta tendência progrida, à medida que mais governos emitem recomendações de sustentabilidade, que podem até vir a tornar-se obrigatórias.

3. Valor de Negócio

Sem dúvida, ter um plano de ação de sustentabilidade robusto em vigor é uma vantagem competitiva, e deve ser parte da estratégia de marketing de uma empresa. Porém, o valor comercial da sustentabilidade vai muito além disso: a alta resiliência permite aos proprietários desfrutar de um sono descansado, sem medo dos períodos de inatividade. As soluções inovadoras, mais eficientes e sustentáveis de hoje também podem melhorar o desempenho dos DC.

4. Investimento em ESG

O motivo final para priorizar a sustentabilidade deve-se ao facto de cada vez mais fundos de investimento estarem disponíveis para as empresas que estão a reduzir o seu impacto ambiental e a tornar claros os seus compromissos ESG. A maioria das empresas públicas está já a publicar relatórios de sustentabilidade e a adotar compromissos na sua estrutura de governance. O financiamento está disponível através de títulos ou, no caso de algumas agências governamentais, sob a forma de empréstimos, doações e outros, para projetos que reduzam a pegada de carbono ou aumentem a eficiência energética.

Por tudo isto, a sustentabilidade é mais do que “usar menos” ou fazer o bem, pois neste momento é absolutamente fundamental enfrentar o maior desafio do nosso século: a emergência climática. Assim sendo, ela é, mais que nunca, um imperativo para os operadores de DC que desejam superar a concorrência.

 

Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela Schneider Electric

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