Soberania dos dados, IA e ciber-resiliência: porque a infraestrutura voltou ao centro da estratégia

À medida que a inteligência artificial entra nas operações, nos serviços digitais e na tomada de decisão, cresce também a pressão sobre a infraestrutura que sustenta os dados. A discussão já não se resume a capacidade, desempenho ou custo. Hoje, o ponto crítico é garantir que a informação permanece sob controlo, protegida, governada e disponível para alimentar iniciativas de IA sem comprometer conformidade, privacidade ou continuidade operacional. Nesse contexto, a soberania dos dados deixou de ser uma preocupação periférica e passou a ocupar um lugar central na estratégia tecnológica das organizações.

Soberania dos dados, IA e ciber-resiliência: porque a infraestrutura voltou ao centro da estratégia
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Num mercado marcado por exigências regulatórias mais rigorosas e por uma atenção crescente à autonomia digital, a soberania dos dados é entendida como a capacidade de controlar onde a informação reside, quem lhe pode aceder, que leis se aplicam e como é gerida ao longo do seu ciclo de vida. A NetApp enquadra esse desafio como um equilíbrio entre conformidade e agilidade, defendendo que a inovação só é sustentável quando existe visibilidade, segurança e controlo operacional sobre os dados, independentemente de estes estarem em ambientes on-premises, híbridos ou multicloud.

É precisamente aqui que a IA aumenta a exigência. Modelos generativos, cenários de RAG e aplicações de IA dependem de dados fiáveis, atuais e preparados para consumo inteligente. A página pública do NetApp AI Data Engine descreve esta oferta como um serviço de dados para IA, integrado no storage, concebido para simplificar descoberta, curadoria, sincronização, guardrails orientados por políticas e vetorização em tempo real para GenAI. O objetivo é reduzir a fragmentação de ferramentas, evitar cópias redundantes, acelerar o acesso a dados relevantes e manter uma visão unificada e sempre atual do património de informação.

Mas tornar os dados “AI-ready” não basta. É igualmente necessário garantir que permanecem protegidos perante um cenário de risco cada vez mais exigente. A estratégia pública de ciber-resiliência da NetApp é apresentada em torno de três verbos — proteger, detetar e recuperar — com capacidades integradas diretamente na camada de storage. A proposta assenta em segurança embebida, snapshots imutáveis, encriptação e mecanismos de recuperação desenhados para reduzir o impacto de interrupções e acelerar a retoma operacional.

No centro dessa abordagem está o ONTAP, uma plataforma de dados com proteção integrada. Entre as capacidades destacadas estão snapshots imutáveis, retenção WORM com SnapLock e replicação com SnapMirror. O SnapLock ajuda a impedir eliminação, alteração ou renomeação de dados para fins de governação e conformidade, e que pode usar tecnologia Snapshot e replicação SnapMirror como base para proteção adicional e recuperação de dados.

Um dos elementos mais relevantes desta arquitetura é o Autonomous Ransomware Protection with AI (ARP/AI). O ARP é uma ferramenta de IA para proteção contra ataques de ransomware, esta funcionalidade está embebida no storage para detetar ameaças em tempo real e criar snapshots imutáveis, permitindo resposta rápida e prevenção de downtime. Em Julho de 2025 (depois de o ter feito também em 2024), a SE Labs atribuiu classificação AAA à solução, validando 99% de recall na deteção de ataques de ransomware e assinalando ausência de falsos positivos para ficheiros legítimos no teste reportado.

O que emerge deste quadro é uma convergência clara entre soberania dos dados, inteligência artificial e ciber-resiliência. A necessidade de manter controlo jurídico e operacional sobre a informação cruza-se com a exigência de preparar dados para consumo inteligente e, simultaneamente, protegê-los contra ameaças digitais. Nesse cenário, a infraestrutura volta ao centro da estratégia — não como suporte invisível, mas como condição para inovar com confiança, cumprir requisitos regulatórios e garantir continuidade num ambiente cada vez mais dependente dos dados.

 

Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela NetApp

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