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IDC FutureScape 2021: a transformação dos modelos de negócio

A IDC partilhou as suas dez previsões tecnológicas até 2024 para as diversas dimensões do Future Enterprise

IDC FutureScape 2021: a transformação dos modelos de negócio

O contexto pandémico atual originou uma disrupção na economia que irá originar uma redefinição de prioridades, principalmente no investimento em IT nos próximos cinco anos, uma vez que o digital terá um papel fundamental nos modelos de negócio da grande maioria das organizações. 

Future of Enterprise - O setor privado

Bruno Horta Soares, Executive Senior Advisor da IDC Portugal, defende que a transformação digital, não é a transformação do digital, mas sim a transformação dos negócios para fazer face a uma economia cada vez mais digital.

Já Maria José Campos, administradora no Millenium BCP, acredita que a pandemia fez como que os clientes se tornassem mais próximos do banco. “Hoje, em média, um cliente mobile interage com o banco 32 vezes por mês, o que mostra a intensidade da relação. Em termos de satisfação também subimos em todos os indicadores de mercado”, explica.

A verdade é que a COVID-19 veio acelerar os processos de transformação digital das empresas, bem como a utilização da Internet nas compras do dia-a-dia. Segundo os dados da IDC, estima-se que no final de 2020 apenas 58% tinha comprado online, um número que coloca Portugal dez anos atrás daquela que é a média europeia.

2020 foi o ano em que surpreendemos o mercado e abrimos uma loja. Mais do que a venda, esta loja é um showroom. Passamos então para o omnicanal”, refere Paulo Pinto, Diretor Geral da La Redoute Portugal que acredita que o consumidor deve ter à sua disposição os diversos canais, tem de poder navegar e passar do online para o offline sucessivamente. Assim, o online necessita do físico para poder fortalecer a experiência do cliente.

Demonstramos que o online é só mais um canal. O digital não veio para tirar nada. Veio sim, para ajudar as pessoas, sendo apenas mais uma forma diferenciada de poder comprar, segura e que permite conciliar outros aspetos da vida pessoal”, acrescenta Paulo Pinto.

Bruno Horta Soares conclui que é fundamental uma transformação dos modelos de negócio. Uma ideia que vai de encontro a uma das previsões da IDC que indica que “a economia mudou. Passamos de uma economia de oferta por uma economia de procura, com um maior foco naquilo que são os resultados dos processos”.

Future of Digital Infrastructure

Todos os negócios, independentemente da dimensão e do setor, estão atualmente sob a enorme pressão da transformação digital. As atenções estão focadas na forma em como as infraestruturas de IT suportam esta transformação. Afinal, o digital precisa de uma infraestrutura, apesar de tudo. Esta infraestrutura digital, ainda assim, é um meio para um fim e ela tem de ser absolutamente transversal, pois é ela que permite que a organização, numa lógica de ponto a ponto, possa operar de forma digital”, afirma Pedro Borralho, Associated Partner IDC Consulting & Partner Zertiv Consulting.

A IDC prevê que já em 2021, 75% das empresas venham a reconhecer os benefícios do consumo as-a-Service, um consumo que pode ser meramente interno e promovido por prestadores de cloud, por exemplo, e vão reconhecer a prioridade da agilidade conferida às suas infraestruturas e à eficiência operacional, de modo a aumentar até cinco vezes a adoção de arquiteturas de raiz cloud para suportar os negócios e as suas aplicações.

Para Nuno Miller, Head of Digital & IT, Sonae Fashion, a transformação provocada pelo digital tem impacto em todos os setores. “Começou com exemplos de e-commerce na Amazon, passou para a parte da marcação das viagens com a Booking, para a parte de transportes com a Uber, tem vindo a passar para a área automóvel com carros cada vez mais digitais e mais eletrónicos e também para a área da saúde e todas as áreas associadas”.

O Futuro do Trabalho

A IDC apresentou recentemente um conjunto de previsões e tendências para os próximos cinco anos nas diversas dimensões do futuro do trabalho. 

Estas previsões mostram que existirá uma mudança nos modelos de trabalho, uma grande colaboração entre o homem e máquina, novas competências que irão emergir e uma mudança na experiência de trabalho. Tudo isto, suportado por um espaço de trabalho digital ou híbrido. 

Assim, a IDC lançou duas previsões relevantes neste setor. A primeira, tem a ver com o crescimento do digital worker, uma vez que a IDC prevê que em 2022, 45% das tarefas repetitivas nas grandes empresas sejam realizadas por digital workers. 

A segunda previsão está relacionada com o espaço de colaboração e que é necessário desenvolver para que as organizações continuem a trabalhar e as pessoas se continuam a relacionar. Esta previsão revela que já em 2022, 25% das grandes empresas mundiais, vão introduzir nos seus espaços de colaboração, como é o caso das videoconferências, tecnologia avançada de manipulação e visualização de dados para aumentar a produtividade.

Para Inês de Castro, Talent & Development Leader na Worten, “um dos grandes desafios é mapear bem o processo, perceber quais são as etapas que conseguimos eliminar sem perder qualidade, para depois libertar as equipas para fazerem trabalho de maior valor acrescentado, livrando-os de tarefas mais burocráticas e administrativas”.

Ana Neves, Diretora Executiva do Livro Verde Do Futuro do Trabalho, acredita que este é apenas o início de um processo, no que toca ao potencial transformador das novas tecnologias como inteligência artificial e que a próxima década será muito fértil em avanços tecnológicas, mas salienta “apesar de novo, este é um processo bastante desigual. Em Portugal encontramos empresas que têm processos já com alguma maturidade e muito interessantes em áreas de processos de automação, utilização de IA e muitas outras que ainda não fizeram esse caminho”.

Quanto ao futuro, Inês de Castro acredita que este vai passar por um modelo híbrido, o que leva a empresas como a Worten a dois grandes desafios relacionados com o espaço físico e a igualdade das condições de trabalho para todos os colaboradores.

 

A IT Insight é Media Partner do IDC FutureScape 2021

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