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O efeito da “bazuca” financeira nas TI da Administração Pública

O processo de Transição Digital previsto no Plano de Recuperação e Resiliência dá um novo fôlego ao investimento em tecnologia na Administração Pública. E com ele ganha também o setor empresarial

O efeito da “bazuca” financeira nas TI da Administração Pública

Até ao final de 2026 Portugal vai receber cerca de três mil milhões de euros de fundos comunitários para investir em Tecnologias da Informação, valor que representa 18 por cento do total previsto no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

É uma verdadeira revolução o que a chamada “bazuca financeira” promete ao nível do investimento nas TI, através da aplicação dessas verbas para investimentos em projetos de capacitação e inclusão digital das pessoas, promoção da literacia digital, transformação digital do setor empresarial e digitalização do Estado.

Se a aposta na capacitação dos cidadãos e o apoio ao setor empresarial são vetores essenciais para tirar verdadeiramente partido dos processos de transformação digital em curso, o investimento nas TI associadas à Administração Pública ganha contornos ainda mais abrangentes.

Além de preparar as instituições da Administração Central e Local com novas soluções tecnológicas para responder aos desafios atuais (o que não será pouco!), essa canalização de verbas irá também reforçar o ecossistema de organizações e pessoas que dependem do funcionamento da Administração Pública na sua atividade e dia-a-dia.

É o caso da criação de serviços online cada vez mais eficientes, seguros e acessíveis aos cidadãos e às empresas; da interoperabilidade desses serviços entre setores, como a Segurança Social, as Finanças, a Justiça ou a Saúde, reduzindo os custos de contexto e de acesso aos mesmos; é o caso ainda da criação de condições estruturantes para suporte a modelos de trabalho híbrido no setor público; ou, finalmente, da qualificação ou requalificação dos trabalhadores do Estado.

Mas este investimento nas TI do setor público requer também uma escolha criteriosa dos projetos a abranger, especialmente ao nível do tipo de soluções tecnológicas a enquadrar e das organizações contempladas.

Oportunidade para a Administração Local

O investimento nas TI por parte da Administração Pública tem mostrado uma vitalidade interessante nos últimos anos, sobretudo a nível da Administração Central e das instituições a ela ligadas, com destaque para as áreas das Finanças, Segurança Social, Saúde, Educação ou Administração Interna.

Pela sua natural descentralização, autonomia e capacidade financeira, o investimento nas TI por parte da Administração Local é normalmente mais desafiante. O contexto pandémico trouxe novas necessidades, com a criação de condições para trabalho remoto no topo das prioridades, mas também o desenvolvimento de modelos de serviço ao cidadão e às empresas, que permitissem melhorar o contacto à distância.

Esta nova realidade, associada ao reforço de competências das Câmaras Municipais, acabou por trazer a questão da cibersegurança para o topo das preocupações, podendo mesmo colocar em risco alguns serviços básicos prestados aos munícipes.

Soluções híbridas

O investimento do setor público nas TI deverá passar pela aposta em soluções estruturantes de acompanhamento e adaptação a um novo paradigma de trabalho, bem como a uma nova forma de assegurar mais eficiência em diferentes serviços.

À exceção de alguns casos, em que a informação se deverá manter localizada, (pelo seu caráter sigiloso e por questões legais), os modelos híbridos serão os que a Administração Pública terá mais tendência para adotar nas suas diversas áreas – com várias soluções a ficar em clouds públicas ou privadas, ou em infraestruturas próprias. As instituições poderão desta forma manter o controlo das infraestruturas e a soberania dos dados, adicionando camadas de serviços sobre as plataformas usadas.

Além de permitirem racionalizar, como nenhuma outra solução, os investimentos nas infraestruturas de TI, ao nível da capacidade, eficiência e flexibilidade, as soluções híbridas em regime as-a-service permitem melhorar, entre outros, a resposta aos desafios de cibersegurança que cada vez mais assolam os sistemas da Administração Pública – Central e Local.

A utilização de verbas do PRR para investir na modernização das TI na Administração Pública representam assim uma oportunidade para dinamizar o próprio mercado e a economia. É certo que irá beneficiar a atividade das próprias empresas de TI em Portugal, mas permitirá sobretudo desenvolver a oferta de novas soluções, numa lógica de simplificação, aceleração de processos e rentabilização mais eficiente dos investimentos.

 

Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela Claranet

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