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Como simplificar a gestão dos dados?

Se os dados são a matéria-prima da inovação, é urgente que as organizações automatizem aquele que é um dos grandes quebra-cabeças do IT: a gestão da informação

Como simplificar a gestão dos dados?

No “SAP Data Innovation Tour”, que decorreu no início de outubro, em Lisboa, a tecnológica abordou a relação estreita entre decisões guiadas pelos dados e a evolução do negócio. “Uma empresa inteligente assenta decisões no conhecimento, nos factos”, sublinhou Luís Grincho, responsável de plataformas e gestão de dados na SAP Portugal. Com a plataforma de computação in-memory HANA já “suficientemente madura no nosso mercado” – uma vez que está a ser utilizada por muitos dos clientes da SAP no contexto do ERP S/4 HANA–, a tecnológica entende que “está na altura de as empresas considerarem o que é possível alcançar a mais com esta plataforma tecnológica”.

 

Gestão da informação ainda incipiente

Capitalizar o conhecimento aprisionado nos dados é um imperativo das empresas ágeis ou, como a SAP lhes chama, “inteligentes”, as que se apoiam nos dados para desenvolvimento de novos produtos, serviços e soluções que antecipam as necessidades e expetativas dos clientes.Apesar de, segundo Luís Grincho, as nossas empresas já terem dado o primeiro passo – o da recolha de dados –, ainda não alcançaram o mais importante: uma estratégia clara sobre como gerir e trabalhar todos os dados de forma integrada.

A este propósito, Carlos Lacerda traçou a “paisagem dos dados” no seio das organizações nacionais: silos por toda a parte. “Dados isolados são difíceis de gerir”, alertou o VP de Platform and Data Managament da SAP para o sul da EMEA. A tendência, acrescentou, é para que este cenário se agrave à medida que a sensorização aumenta e que os dispositivos começam a gerar mais e mais informação.

Um dos grandes desafios das organizações, alertou, é precisamente a dispersão dos dados por múltiplos locais: sistemas on- -premises, cloud, fornecedores externos.

Esta ausência de integração impossibilitaque se responda àquela que disse ser uma das grandes expetativas dos clientes nos dias de hoje: serviços e respostas imediatas.

 

HANA Data Management Suite, “fábrica de decisão”

É neste ponto, no da tomada de decisões em tempo real, que a SAP promete ajudar as organizações, através das capacidades de computação in-memory da plataforma HANA. Andre Borchert, vice president, Platform & Data Management, Center of Excellence para o sul da EMEA, reforçou que “a diferenciação das empresas advirá da forma como utilizam a informação”.

Com a HANA Data Management Suite (HDMS), a SAP promete automatizar a decisão. Esta suite de soluções (multi-cloud, híbrida e aberta) pode ser adotada de forma modular, combinando dados de todos os tipos e de todas as fontes (SAP e não SAP), em tempo real. A HDMS faz a orquestração de todos os dados, integrando-os num ambiente único e criando um fluxo de dados já preparados para processamento em sistemas transacionais (OLTP) ou analíticos (OLAP). A maioria dos componentes estão disponíveis para utilização on-premises, mas muitas das capacidades estão prontas a consumir as-a-service.

 

“Na raiz da empresa inteligente está a construção da confiança nos dados”

Andre Borchert, vice president, Platform & Data Management, Center of Excellence para o sul da EMEA, conversou com a IT Insight sobre uma adequada estratégia de gestão de dados e sobre os benefícios da HANA Data Management Suite

 

IT Insight - Quando o tema é uma estratégia de gestão da informação, por onde começar?

Andre Borchert – Há várias componentes. Uma são os dados e a sua distribuição em diferentes fontes; outra é a forma segura de manusear e utilizar os dados; e, por último, conseguir suportar as necessidades do negócio, que estão a aumentar bastante. Por norma as empresas ou começam por adquirir muita tecnologia, com o objetivo de resolver um problema, ou optam por gastar muito pouco, experimentando com o open source. Entendemos que devem procurar o caminho inteligente, começar por definir um use case claro e relevante para o negócio, que o IT possa possibilitar - melhorar a customer engagement ou as taxas de retenção de clientes, por exemplo.

Depois é preciso que as empresas verifiquem se têm os dados, acesso a estes e/ou a tecnologia para os transformar em algo com significado. A SAP pode entrar em qualquer fase do processo. Podemos inclusive ajudar a identificar o use case. A HANA Data Management Suite pode ajudar com a integração, com a governance e com a segurança. Quando os dados estiverem prontos, a empresa pode aplicar o motor de analítica da HANA para extrair importantes insights para o negócio.

 

Qual o maior desafio das organizações a este respeito?

A qualidade da informação. Temos de garantir que a informação que estamos a utilizar segue a governance e as regras definidas pelo negócio. Antes de ser possível aplicar data science e analítica, é preciso que os dados estejam em ordem. Na raiz da empresa inteligente está a construção da confiança nos dados - este é o aspeto mais importante porque comanda todos os outros.

 

Que tipo de utilizador pode interagir com a HDMS?

Cada componente endereça diferentes tarefas de data management. Há componentes mais importantes para arquitetos empresariais, outras mais indicadas para administradores de bases de dados, outras mais orientadas para a semântica do negócio. Procurámos que a solução estivesseo mais próxima possível do que é relevante para cada utilizador final. O que torna a HANA especial é a infraestrutura in-memory.

Quando olhamos para os sistemas tradicionais e os data warehouses, temos várias cópias físicas dos mesmos dados, por causa de todos os passos envolvidos (preparação e limpeza, entre outros), o que origina uma arquitetura muito complexa. Com a SAP HANA todos os dados estão disponíveis na plataforma a um nível granular. Tudo o que está acima é uma visualização virtual, o que significa que os utilizadores podem criar a sua própria visão do negócio, não têm de pedir ao IT um relatório.

 

As empresas estão preparadas?

Para muitas trata-se de uma mudança do processo de pensamento, sobretudo ao nível do IT. O utilizador final está pronto para adotar ferramentas em tempo real, mas o IT tem de garantir que acompanha este ritmo. O IT ainda está muito ligado a um ambiente e a arquiteturas complexas. É por isso que em muitos clientes vemos uma estratégia dupla, que a SAP procura suportar. Por um lado, ajudamos ao nível da otimização dos processos de negócio existentes, com o ERP S/4 HANA.

Mas é necessária uma camada tecnológica onde se desenvolvam os aspetos mais inovadores. E é aqui que entra a HANA Data Management Suite, que simplifica a gestão dos dados.

 

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