Falhas de segurança são inevitáveis, dizem CISO

Um estudo da Kaspersky Lab revela que os CISO de empresas mundiais não conseguem lutar contra os hackers. Devido à pouca influência que têm nos Conselhos de Administração, os CISO não conseguem justificar aumentos orçamentais para tornar o seu negócio menos vulnerável

Falhas de segurança são inevitáveis, dizem CISO

O aumento das ciberameaças, combinado com os processos de transformação digital que muitas empresas estão a experimentar na atualidade, faz com que o papel do CISO ganhe cada vez maior importância dentro das empresas. O estudo da Kaspersky Lab demonstra que os CISO sentem mais pressão agora do que nunca: 57% dos CISO europeus considera que as estruturas mais complexas, que incluem armazenamento na cloud e mobilidade, representam um grande desafio de segurança, e que 50% dos mesmos se encontram preocupados com o contínuo aumento de ciberataques.

Os CISO acreditam que os grupos de hackers com motivações financeiras (40%) e que os ataques maliciosos desde o interior da empresa (29%) se constituem como os maiores perigos para as suas empresas e que estas são as ameaças mais difíceis de prevenir, não só porque por trás delas estão hackers “profissionais”, mas também porque contam com a ajuda de certos funcionários internos.
Atualmente, os CISO enfrentam grandes desafios orçamentais, uma vez que para os mesmos se torna impossível alcançar um retorno de investimento (ROI) ou alcançar uma proteção de 100% contra ataques.

Os ciberataques podem chegar a ter repercussões dramáticas para as empresas. Mais de um quarto (27%) dos participantes do estudo da Kaspersky Lab refere que os danos reputacionais de um ciberataque podem ser seguidos por danos financeiros (25%).

Não obstante, apesar do impacto negativo de um ciberataque, apenas 26% dos responsáveis de segurança e IT questionados são membros do conselho administrativo das suas empresas. Na Europa, entre aqueles que não o são, 4 em cada 10 (41%) acreditam que deveriam sê-lo.

Alfonso Ramírez, diretor-geral da Kaspersky Lab Iberia, afirma que “historicamente, os orçamentos para a cibersegurança são vistos como um custo de baixa prioridade, embora hoje em dia isto esteja a mudar. O ataque às empresas modernas está a aumentar, assim como a sua frequência, impacto e o custo associados. O resultado é termos cada vez mais membros do conselho a tratar temas de segurança e IT numa lógica de investimento”.

“Hoje em dia os riscos de cibersegurança estão no topo da agenda dos diretores gerais, financeiros e de risco”, continua. “Desta forma, um orçamento para cibersegurança não só é uma forma de evitar o incumprimento legal e os riscos desastrosos a eles associados, como é uma forma de proteger a continuidade do negócio, assim como os investimentos-chave da empresa”.

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