Cryptomining atacou dez vezes mais do que ransomware em 2018

De acordo com o segundo Security Report 2019 da Check Point Software, em 2018 os criptominers atacaram 10 vezes mais do que ransomware, sendo que apenas um em cada cinco responsáveis de TI está consciente destes ataques

Cryptomining atacou dez vezes mais do que ransomware em 2018

A segunda parte do Security Report 2019 revela as principais tendências de ciberataques observadas pela equipa de investigação da Check Point, durante o ano de 2018, e mostra o crescimento significativo, no que respeita aos ataques complexos e furtivos, desenhados para conseguirem escapar ao radar das equipas de segurança das empresas. Este relatório mostra também uma lista com os tipos de ciberataques que as equipas de segurança e IT das empresas apontam como sendo as maiores ameaças para as suas organizações.
 

Criptominers permanecem indetetáveis nas redes

Em 2018 os criptominers infetaram 10 vezes mais organizações do que o ransomware, no entanto, apenas um em cada cinco profissionais de II dão conta que a rede das suas empresas foi infetada por mining malware. Também em 2018, 37% das organizações a nível global foram infetadas por criptominers. Cerca de 20% das empresas continuam ainda a ser atacadas, todos as semanas, apesar de ter sido registada uma descida de 80% nos valores da criptomoeda. 
 

Risco de ataque de criptominers subvalorizado pelas organizações

Quando questionadas sobre qual a maior ameaça para a sua organização, apenas 16% das empresas identificaram o criptomining, em comparação com os ataques DDoS (34%), fugas de informação (53%) e phishing (66%). Esta é uma questão preocupante na medida em que os criptominers podem facilmente agir, furtivamente, para promover o download e conseguir disseminar outros tipos de malware.|
 

Ascensão do “Malware-as-a-service

O Programa GandCrab Ransomware-as-a-Service affiliate mostra como também os amadores conseguem lucrar com este negócio de extorsão através do ransomware. Os utilizadores continuam com 60% dos resgates obtidos das vítimas, e os programadores com 40%. O GandCrab tem mais de 80 parceiros e em apenas 2 meses afetou mais de 50,000 de vítimas, conseguindo arrecadar entre 300,000 e 600,00 dólares.

“O segundo capítulo do Security Report 2019 da Check Point mostra como os cibercriminosos têm sucesso ao explorar, de forma furtiva, novas abordagens e modelos de negócio, como os programas de malware de parceiros, com o objetivo de maximizar o lucro ilegal, enquanto reduzem o risco de deteção. Mas 'longe da vista' não deve significar o mesmo que 'longe do pensamento': apesar dos ciberataques, em 2018, terem sido inferiores, continuam a ser perigosos e a causar estragos”, afirma Peter Alexander, Chief Marketing Officer da Check Point Software Tecnologies. “Através da revisão e destaque destes desenvolvimentos no Report, as organizações conseguem adquirir um melhor entendimento a cerca das ameaças que enfrentam e como podem impedir que estas afetem o seu negócio".

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