Hiper-automação na rota da transição digital

Hiper-automação na rota da transição digital

Na realidade atual das Organizações, os processos de transição digital são um tema comum e uma prioridade por questões económicas e de competitividade. A crescente digitalização passa, entre outras dimensões igualmente importantes, pela automatização de processos, com especial incidência naqueles em que um operador humano traz pouco valor acrescentado

A disrupção causada pela pandemia acelerou essa transição, e catapultou-nos para novos patamares de utilização das tecnologias, tendo a tradicional automatização dado lugar à hiper-automação, a qual conjuga as potencialidades poderosas da dos RPAs (Robotic Process Automation), de Inteligência artificial e machine learning. Em conjunto com uma força de trabalho qualificada, permite que a administração pública e as empresas prestem melhores serviços respetivamente a cidadãos e clientes. 

A implementação de um processo de automatização segue frequentemente o modelo tradicional, através da implementação de provas de conceito que permitam demonstrar a eficiência operacional, a agilidade nos negócios e a redução de custos, por essa razão, tem ganho tanta notoriedade. Como um exemplo simples, um "bot" (agente de software que desempenha o papel de agente humano) tem elevados níveis de eficiência, maior disponibilidade e, em última instância, uma menor propensão a erros.

A hiper-automação implica uma abordagem mais transversal aos processos das organizações alavancando um maior espectro de aplicação da automação, através da implementação de diferentes abordagens e componentes de software que permitam desenvolver processos de tomada de decisão com maior recurso à inteligência artificial (IA), mineração de dados e machine learning, indo além dos tradicionais RPAs. De forma genérica, a hiper-automação reclama uma maior capacidade cognitiva das soluções de automação, combinando tecnologias como meio para aproximar as capacidades destas soluções às capacidades humanas mais subjetivas como a observação, o diagnóstico e a decisão.

Ao reunir múltiplos componentes de software num conceito global, a hiper-automação coloca grandes desafios à indústria das TI. Do ponto de vista tecnológico, a interoperabilidade, ou a facilidade com que os componentes de software podem comunicar uns com os outros, torna-se mais importante do que nunca. Isto também significa que as futuras soluções de software não só devem ser de fácil utilização e escaláveis, como capazes de ser integradas na estrutura de hiper-automação. 

Apesar dos desafios, as vantagens da hiper-automação são muitas. Segundo o relatório Client Global Insights de 2020, que  incorpora a opinião de mais de 1.400 executivos em dez setores distintos, foi possível constatar que as organizações que investem em tecnologia de automação inteligente têm mais do que o dobro de probabilidade de cumprir as suas expectativas digitais. Além disso, sentem menos riscos e maior produtividade.

Em tempos incertos como os da pandemia, é extremamente importante continuar a reagir de forma ágil com tomadas de decisão rápidas. A hiper-automação e gestão criteriosa dos seus processos e dados tornam possível esta agilidade com benefícios evidentes nos negócios das organizações. É do senso comum que hoje a tecnologia é um elemento chave na cadeia de valor de todas as organizações, sejam elas públicas ou privadas, e que a pandemia veio apenas reforçar essa evidência. Neste contexto, torna-se fator critico de sucesso a existência duma cadeia de fornecimento de tecnologia aos processos da organização eficaz, onde se inclui a harmonização de itens como soluções de hiper-automação, tecnologias de nuvem, managed services e uma ciber-segurança robusta.

À medida que as organizações procuram responder aos desafios atuais, o reforço da cadeia de distribuição de tecnologia é uma solução benéfica para todas as partes envolvidas. Os clientes finais podem ser satisfeitos nas suas espectativas de forma mais célere, a maior agilidade permite desenvolver novas estratégias para clientes ou cidadãos e produtos, podendo ser alcançada uma maior produtividade a um custo operacional mais baixo. Um verdadeiro estimulo que acelera a inovação e a transição digital, capacitando as organizações para responderem hoje aos desafios presentes e futuros.

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