IBM Watson Summit: negócios cognitivos são mais competitivos

Na Watson Portugal Summit, a IBM Portugal deu a conhecer casos reais baseados no sistema cognitivo Watson, plataforma de Inteligência Artificial (IA) que deverá chegar a mil milhões de pessoas até ao final de 2017

IBM Watson Summit: negócios cognitivos são mais competitivos

A IBM pretende estar na linha da frente dos negócios cognitivos e deixou-o claro na Watson Summit, que decorreu ontem, dia 21, em Lisboa, e onde partilhou alguns casos de empresas e setores que estão a recorrer à plataforma de inteligência artificial Watson, baseada em cloud. Nas palavras de António Raposo de Lima, presidente da IBM Portugal, “já não estamos no domínio da ficção científica, mas a viver um momento único, disruptivo e dinâmico que exige uma transformação contínua e sem precedentes, e que, sem dúvida, é já uma realidade para a qual temos exemplos concretos nos mais diversos setores de atividade”. 

O IBM Watson, que nasceu em 2011 nos “laboratórios” da divisão de investigação da tecnológica (IBM Research), está disponível através de APIs e de produtos SaaS, estando já a ser aplicado em várias áreas, para dar apoio a profissionais em inúmeras indústrias, e a ser utilizado para tratamento e prevenção de doenças ou personalização da educação - a este respeito, o presidente da IBM Portugal realçou uma parceria com a Rua Sésamo, nos EUA, pela qual procura estimular o ritmo de aprendizagem e o raciocínio crítico.

Christian Kirschniak, VP e managing partner, IBM European Leader for Cognitive, percorreu os vários setores que estão a utilizar as capacidades do Watson para tomar decisões mais acertadas e melhorar processos operacionais – das telecomunicações à indústria farmacêutica e automóvel, passando pelas cidades. No final de contas, realçou, "trata-se de construir negócios mais competitivos". O responsável da IBM realçou que a tecnológica está a trabalhar essencialmente em quatro áreas: saúde, IoT, data analytics e core services (processamento de linguagem natural).

A Kone, empresa de elevadores, está a utilizar o Watson IoT para analisar os dados dos seus elevadores e das escadas rolantes em todo o mundo para assegurar um transporte de pessoas de forma segura, eficiente e tranquila. O Watson ajuda a prever a condição do elevador ou da escada rolante, permitindo gerir o equipamento ao longo de todo o seu ciclo de vida. Ao injetar este tipo de inteligência artificial nos seus serviços, a Kone pode prever e, até, sugerir resoluções para potenciais problemas. 

 

Uma nova era de conhecimento

A IBM tem, atualmente, 12 laboratórios de investigação e desenvolvimento espalhados por todo o mundo, onde trabalham cerca de três mil investigadores. Ulisses Mello, IBM Research Director de um desses laboratórios, localizado no Brasil, realçou que vivemos numa época em que o conhecimento será tratado de forma diferente, porque hoje é mais importante saber como adquiri-lo e lidar ele do que propriamente assimilá-lo pela memória. “Tomamos decisões corretas ou não com base na informação disponível. A computação cognitiva ajudará a aumentar a nossa capacidade para tirar proveito do conhecimento”, disse. Assim, o papel do Watson é ajudar as empresas a lidar com “um tsunami de dados”. Em medicina, são diariamente publicados 8 mil artigos científicos, realçou, informação que nenhum ser humano consegue acompanhar. O Watson consegue ler cerca de cinco mil novos estudos médicos por dia. Também o IT pode beneficiar das capacidades do Watson: com a plataforma, os analistas conseguem monitorizar mais de 35 mil milhões de eventos de segurança por dia.

O investigador frisou que não se trata de substituir as pessoas, antes de “amplificar a inteligência humana”.  Na indústria da moda, por exemplo, o Watson está a ajudar os designers a melhorar o seu processo criativo e a torná-lo mais eficaz, ajudando-os a ter em conta variáveis e aspetos que por norma escapam à atenção e que podem fazer toda a diferença. Na agricultura, a plataforma está a ser utilizada para ajudar os agricultores a lidarem com o volume massivo de informação que é produzida nos campos agrícolas, já fortemente digitalizados. “O cognitive analytics tem muito potencial”, realçou, possibilitando uma agricultura de precisão, com um aumento da produtividade em linha com o respeito pelos recursos.  

 

Blockchain, a tecnologia que vai mudar os setores 

O blockchain irá definir a forma como as transações serão no futuro e carateriza-se por ser imutável, transparente e extremamente seguro, fornecendo uma visão única da verdade a todos os intervenientes num dado contexto ou processo, ao mesmo tempo que fornece visibilidade seletiva com base nas suas credenciais.

Louis de Bruin, blockchain leader Europe, IBM Global Business Services, realçou que se trata de “um processo de negócio e não de uma tecnologia”. Nenhuma parte pode modificar, excluir ou anexar qualquer registo sem o consenso de outras nessa rede ou nível. Este grau de transparência ajuda a minimizar a fraude e os erros, assim como a necessidade de as partes interagirem para seguir os dados de pagamentos e o status das políticas. 

O responsável realçou que não se aplica apenas às instituições financeiras e que pode ser implementado em todo o tipo de setores, como retalho, saúde e entretenimento, para gerir de forma mais adequada o fluxo de bens e pagamentos com maior velocidade e menos riscos. Por exemplo, as instituições financeiras podem liquidar títulos em minutos em vez de dias, e os fabricantes podem reduzir as retiradas de produtos, partilhando o registo de produção com outras fabricantes e reguladores. 

 

 

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