O próximo passo em “Disaster Recovery”

O próximo passo em “Disaster Recovery”

Nem todos os dados devem ser tratados da mesma forma, pelo menos se quisermos estabelecer uma estratégia de dados moderna

Já não gravamos os ficheiros em tape durante a noite e os enviamos para um armazém. As empresas de hoje preocupam-se menos com o tempo que demora a fazer uma cópia de segurança e mais com a recuperação real dos seus dados e aplicações a tempo, em caso de um desastre natural ou provocado por um erro humano. Os tempos de recuperação e os objetivos de pontos de recuperação são cada vez mais precisos e exigentes devido ao facto de os acordos de nível de serviço (SLA) já cobrirem grandes volumes de dados.

Num estudo recente da IDC, afirma-se que 67% das empresas de pequena e média dimensão necessitam de recuperar os seus dados em menos de quatro horas, enquanto para 31% este tempo tem que ser inferior a 2 horas. A recuperação de informação através de meios distintos, como snapshots de hardware, aplicações virtualizadas, etc., é vital para manter a produtividade e evitar riscos legais ou penalizações devido ao não cumprimento dos acordos de nível de serviço. Uma recuperação de aplicações rápida é a única opção.
 

Reconhecer os desafios do DR

Não há local imune a desastres. Incêndios, inundações, terramotos. Embora pareçam cenários improváveis, a verdade é que nem sempre o são e existem múltiplos exemplos de empresas que perderam informação valiosa por terem passado por situações extremas como estas. Mas os desastres não têm que ser causados por catástrofes naturais. Um vírus informático pode acabar com toda a informação de uma empresa numa questão de minutos.

Muitas empresas não contam com uma estratégia de recuperação de desastres, ou têm implementadas soluções que não são suficientemente seguras. Estes são alguns dos riscos que as empresas enfrentam hoje em matéria de DR:

  • Falta de automatização: a gestão manual da informação requer um investimento de tempo importante e representa um encargo para as equipas de TI, que perdem muitas horas semanais apenas a gerir backups ou a solucionar pequenos problemas que vão surgindo. Não têm tempo para adotar uma estratégia adequada e baseada na criticidade dos dados. Além disso, nos sistemas manuais há mais riscos de se cometer um erro humano, o que poderia expor dados confidenciais ou gerar a perda de informação. Com os sistemas automatizados, as equipas de TI de hoje em dia podem dar prioridade a tarefas mais difíceis e que realmente necessitam da sua experiência e conhecimentos.

 

  • Uso de tape: Pode ser usada para arquivar dados de forma lenta, mas é muito ineficaz para a recuperação de desastres, especialmente ao nível das aplicações. Basta pensar em como mudou o cenário nos últimos anos: em termos de crescimento global de dados, o mundo gerou mais de 90% de todos os dados existentes só nos dois últimos anos. A tape não permite ser ágil nem reagir de forma rápida a qualquer crise ou responder a qualquer oportunidade de negócio.

 

  • Dados redundantes: A proliferação de silos de dados dentro das organizações está a interferir com a capacidade de os administradores de TI tomarem decisões fundamentadas e na sua eficácia a gerir grandes grupos de dados. Isto aumenta os custos de TI, dificulta a inovação e só permite uma visão segmentada do negócio.
     

Um novo panorama para a recuperação

Então, como podem as empresas enfrentar estes desafios e adotar uma abordagem moderna ao DR? A solução reside no uso de métodos com snapshots orquestrados e recuperação por streaming com tecnologia “Incremental Change Capture”. Com esta tecnologia apenas se capturam e armazenam as alterações de nível de bloco da informação, pelo que se reduz drasticamente a transmissão de dados em recursos de rede e armazenamento, melhorando os RPO e RTO de forma exponencial, já que a informação reside no destino em formato nativo. Os benefícios são mais que evidentes, já que além de permitir não voltar a fazer um backup completo além do inicial, poupa 90% comparativamente com um backup tipo streaming tradicional. Da mesma forma, o volume de processamento sobre os sistemas em produção é reduzido significativamente, permitindo criar muitos mais pontos de recuperação (RPO). Além disso, a cópia é única, e utilizável não só como cópia de segurança, como para outros processos, já que a recuperação (ou acesso) ao sistema protegido é praticamente instantâneo, ao não ser necessário recuperá-lo, já que podemos apresenta-lo como uma cópia nativa.
 

Inovação para se adaptar às novas necessidades

Da mesma forma que as “megatendências”, como a Cloud, o acesso a partir de qualquer lugar e o explosivo crescimento dos dados estão a ter um forte impacto em todas as indústrias, as expectativas empresariais também estão a evoluir. As empresas estão, compreensivelmente, cada vez mais intolerantes à perda de dados e aos tempos de inatividade. Redefinir as estratégias atuais de “Desaster Recovery” assegura a disponibilidade continuada da informação, algo que é fundamental para manter a competitividade e permitir a inovação.

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IT INSIGHT Nº 5 Dezembro 2016

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