5ª Edição do BIG Smart Cities: Cascais acolhe inovação de startups

A 5ª edição do concurso BIG Smart Cities foi até à cidade de Cascais e colocou em destaque as inovações que têm sido levas a cabo na cidade e que a têm tornado mais inteligente e conetada

5ª Edição do BIG Smart Cities: Cascais acolhe inovação de startups

O BIG Smart Cities, competição de empreendedorismo promovida pela Vodafone e Ericsson,  tem sido o palco de ideias e projetos inovadores que pretendem tornar as cidades conetadas e inteligentes e facilitar o dia-a-dia da população.

Esta quinta edição destaca-se pela criação da primeira cidade experimental para startups onde é possível testar, em tempo real, as soluções que procuram revolucionar as cidades do futuro. A cidade de Cascais foi o local escolhido para acolher as soluções das startups e oferecer um ecossistema conetado que tornem o município mais sustentável.

A mobilidade foi uma das principais preocupações do município, que implementou um sistema multimodal de transportes, através de uma parceria com o Centro de Engenharia e Investigação da Indústria Automóvel (CEIIA). Este sistema abrange bicicletas, automóvel privado, parques de estacionamento, comboio e autocarro. Através da app MobiCascais, é possível receber informação sobre horários de
transportes e disponibilidade de bicicletas (e lugares de estacionamento para estas).  

Atualmente com 14 docas em Cascais e no Estoril, o projeto deverá expandir para Carcavelos, Parede e S. Domindos de Rana já no próximo mês de maio e para Alcabideche em junho. Até ao final de 2017, este sistema conta ter 1200 bicicletas partilháveis, 70km de ciclovias, dois mil postes de parqueamento e mais de 1200 lugares de estacionamento automóvel gratuitos junto às estações de comboios e paragens de autocarro.

Até agora, esta solução resultou também num decréscimo na ordem dos 25% no preço dos passes da CP e da Scoturbb, operadores de transportes públicos no concelho.

Eficiência energética de edifícios

A Vodafone Smart Energy é outra das soluções já em marcha no município de Cascais. Esta solução de monitorização de energia e gestão da eficiência energética de edifícios atua através de um sistema integrado que permite a monitorização em tempo-real de todos os consumos energéticos. Além de permitir o controlo remoto de circuitos elétricos, a solução Smart Energy da Vodafone é ainda uma ferramenta de análise e compreensão de um perfil de energia.

A Smart Energy faz parte integrada da solução Vodafone Smart Buildings que permite uma gestão inteligente de edifícios mais avançada, através de um sistema integrado que, além da energia, reúne a mais recente tecnologia de sensores de monitorização de temperatura, pressão, humidade, presença humana, abertura de portas, entre outros, permitindo controlar remotamente, de forma versátil, vários equipamentos. O Museu da Vila foi o local escolhido para integrar a Vodafone Smart Energy. A Vodafone Smart Buildings conta ainda com uma solução de monitorização em tempo-real de energia e circuitos elétricos, bem como gestão da eficiência energética, Smart Lights, implementada na Casa das Histórias da Paula Rego.
 

Cascais Smart Waste: Gestão de Resíduos

O sistema de “Gestão de Resíduos e de Sensores de Enchimento das Ilhas Ecológicas” do município de Cascais foi reconhecido com o prémio “Selo - A Smart Project for Smart Cities” em 2015, atribuído pela associação “INTELI - Inteligência em Inovação, Centro de Inovação”. Cascais, enquanto município inteligente, integra duas tecnologias (plataforma MAWIS da MOBA e sondas de leitura do nível de enchimento e comunicação à distância da SMARTBIN), através de uma plataforma única que permitiu reduzir o número de quilómetros efetuados, o número de circuitos realizados, a frequência de recolha, bem como o consumo de combustível associado a estas tarefas, poupando 264 toneladas de emissões de CO2 em 2014.

Recuperando em seis meses o investimento inicial, a Câmara Municipal de Cascais, não só melhorou os serviços, como baixou os gastos diretos da Cascais Ambiente com a prestação dos serviços de recolha entre 2011 e 2014. As principais caraterísticas deste sistema são o planeamento e otimização dos circuitos de recolha; visualização dos nas viaturas, através de computadores de bordo; registo automático das recolhas dos contentores através de tag´s – tecnologia RFID; registo de anomalias aquando da recolha de RU Indiferenciado e Seletivo (ex: contentor danificado, contentor sujo, objetos fora-de-uso ou resíduos verdes abandonados na via pública) e informação online do nível de enchimento dos contentores.

Monitorização de nível de água

Este projeto, desenvolvido por uma startup de Coimbra, quer chamar a atenção das populações para o uso sustentável da água enquanto bem escasso. Os seus sensores IoT (Internet of Things) permite monitorizar o nível da água em reservatórios de água, albufeiras, barragens, etc., prevenindo assim situações de escassez de água ou, mesmo, seca. Esta solução utiliza a rede de dados móvel de última geração da Vodafone, permitindo monitorizar, em tempo real para um serviço em cloud, informação sobre o nível das águas. A leitura é efetuada com recurso a um sensor ultrassónico, equivalente à tecnologia usada nos sensores de estacionamento dos automóveis. Vodafone Smart Lights Monitorização em tempo-real de energia e circuitos elétricos, bem como gestão da eficiência energética.

 

Ericsson Massive IoT

A Ericsson estima que existam cerca de 18 mil milhões de dispositivos IoT conetados até 2022. A IoT pode ser segmentada em aplicações críticas e massivas. As aplicações críticas de IoT têm requisitos sobre disponibilidade, atraso e fiabilidade; como no caso da segurança no trânsito, veículos automatizados, aplicações industriais e em cuidados de saúde nas cirurgias remotas. A Massive IoT, por outro lado, é caraterizada por um número muito grande de conexões, pequenos volumes de dados, dispositivos de baixo custo e com exigências rigorosas sobre o consumo de energia; como no caso de edifícios inteligentes, medição inteligente, logística de transportes, gestão de frotas, monitorização industrial e agricultura. É nessa componente que a Ericsson está a investir.

Depois do lançamento em Cascais, durante o período de candidaturas a iniciativa passará por Braga, Porto, Coimbra, Évora e Lisboa, com cada uma das cidades a promover eventos locais, intitulados BIG city challenges: cinco competições, a decorrer entre 27 de abril e 23 de maio, onde se avaliarão as propostas dos potenciais empreendedores inscritos e se elegerá dois finalistas por cidade. Além de ganharem acesso direto à final do concurso, os dez projetos eleitos nestes eventos receberão um prémio de 500 euros cada.

A final do BIG Smart Cities acontece no dia 11 de julho, onde serão apresentados publicamente os pitches dos projetos finalistas.

O grande vencedor receberá um prémio de 10 mil euros e poderá ainda desenvolver a sua ideia nas instalações da aceleradora Vodafone Power Lab, recebendo formação, coaching e sessões de mentoring. A par disso, terá a oportunidade de visitar um polo de inovação da Ericsson na Europa.

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