Otimização dos custos do data center

O consumo elétrico das TI sobe quatro vezes mais depressa do que o consumo geral da rede, o que justifica a necessidade de uma nova abordagem no desenho e conceção dos data centers

Otimização dos custos do data center

As infraestruturas de TI estão em evolução acelerada, em grande parte impulsionadas pelo aumento do tráfego e processamento de dados dos serviços que já podemos chamar de convencionais, mas agora também pela cloud, pelo Big Data e pela IoT. A Gartner prevê que 75 por cento de todos os negócios e empresas sejam suportados por infraestruturas digitais em 2020, que na prática são já apenas quatro anos.

É agora crítico que os decisores de TI, os CIOs e os CTOs olhem atentamente para quais os caminhos a seguir nas infraestruturas de TI. Num mundo de crescente convergência, a Schneider Electric está particularmente bem posicionada; partindo de áreas de aplicação, como a automação industrial, smart buildings, smart grids e infraestrutura de TI, poucos fabricantes podem dar soluções integradas que respondam às necessidades das infraestruturas da IoT, das smart cities e da transformação digital. “Para existir uma transformação das TI ela tem de ser acompanhada por uma transformação da infraestrutura”, afirma Maria de Lurdes Carvalho, Vice President Data Center Solution EMEA da Schneider Electric. “Temos de ITInsight 53 transformar o data center num cloud enabler, mais fiável, mais flexível e automatizado, que seja pensado para a realidade da smart grid e energeticamente mais eficiente”.

 

Eficiência energética

Com o crescimento dos data centers, não é surpreendente que o consumo de energia elétrica suba em flecha. Estima-se, por exemplo, que o consumo dos data centers americanos aumente de um total de 90 mil milhões de Kwh em 2013 para os 140 mil milhões de Kwh em 2020. Neste momento, 3 por cento de todo o consumo da rede elétrica é destinado a centros de dados, e essa percentagem vai aumentar, aumentando assim a pegada de carbono produzida pelas TI em todo o mundo. “O consumo elétrico das TI sobe quatro vezes mais depressa do que o consumo geral da rede”, revela a responsável da Schneider Electric, que aponta a necessidade de existir “uma nova abordagem no desenho e conceção dos data centers, em nome de uma melhor eficiência e performance e de uma otimização do TCO”. Para dar resposta a este desafio, a empresa tem desenvolvido desenhos de referência da infraestrutura do data center, obtendo um melhor PUE (Power Usage Effectiveness). A sua ...aaS oferta inclui data centers que, podem, inclusive ser pré-fabricados quando, entre outros fatores, o time-to-market impõe soluções de implementação rápida. As soluções de DCIM (Data Center Infrastructure Management) da Schneider Electric, que permitem a monitorização e controlo tanto do lado das TI como do lado das facilities, são outra resposta para a otimização do TCO. No entanto, a visão da empresa sobre a utilização eficiente de energia vai além do data center. A Schneider Electric dispõe de um amplo portfólio de soluções que vão da gestão de utilities à do próprio tráfego urbano, edifícios e indústrias. Como salienta Maria de Lurdes Carvalho, “produtos energeticamente mais eficientes não são per si suficientes, eles têm de ser dotados de inteligência e interoperabilidade entre sistemas com plataformas abertas. Ao criar estes sistemas multimodais, prevemos que, num ambiente urbano, consigamos ganhos de eficiência energética na ordem dos 30 por cento”.

 

Micro Data Centers

O Big Data, a IoT e o digital transformarão de forma radical a capacidade das próximas gerações de data centers. Se, por um lado, isso coloca pressão sobre a capacidade e tempos de latência nas plataformas de edge computing, por outro existe a habitual necessidade de consolidação por otimização de custos. São requisitos aparentemente contraditórios, mas que podem ser solucionados com micro data centers modulares. Esta abordagem traduz-se numa infraestrutura pré-fabricada, ou modular, rápida de implementar e flexível, que está fisicamente próxima dos dispositivos, reduzindo a latência até 10 vezes. “A Schneider Electric tem aqui um papel a desempenhar, ao adequar as arquiteturas de data center a esta realidade. Estamos a falar de soluções de menor dimensão que podem ir de 1 a 10 racks, que além de incluírem a estrutura física, o arrefecimento, o sistema de energia e o software de monitorização e controlo, podem já conter o storage, o network e a capacidade de processamento para correr as aplicações dos clientes, em soluções pré-assembladas e testadas”.

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IT INSIGHT Nº 7 Maio 2017

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